sábado, 30 de abril de 2011

eric clapton em porto alegre 2011 - eu não vou!


o eric clapton vai tocar em porto alegre de novo. não vou por alguns motivos:

1º) com a minha verba atual só está dando para assistir show do mano lima de graça no festival da rádio farroupilha em dia de passe livre;
2º) porque não sou tão fã do cara assim que tenha que ver ele duas vezes;
3º) porque eu corro o risco de precisar assistir o frejat de novo no show de abertura;
4º) porque o eric clapton foi muito antipático no show anterior. tá certo que porto alegre fica lá em deus me livre e ele deve achar um saco. mas se o sir paul maccartney - sendo quem é - tocou bem faceiro por aqui, mr. clapton poderia pelo menos ter a fineza de disfarçar um pouquinho. não precisa essa palhaçada de tocar o hino do rio grande, mas convenhamos que ele ganha a vida (e muito bem) tocando guitarra e não dando aula em um mocó em viamão.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

sexta à noite



a próxima festa que eu for poderia ser assim.

se eu já não fosse fã do cara

teve painel rbs com o falcão e o renato gaúcho agora há pouco. aí o maurício saraiva, gênio do jornalismo esportivo, fez essa pergunta brilhante:

- como soa ser chamado de "rei de roma"?

falcão:

- soa bem, ué.

como diria um daqueles incontáveis bordões do zorra total: pergunta idiota, tolerância zero. se o falcão já não tivesse ganho tudo que ganhou pelo inter, eu teria virado fã do cara agora.

é, carlos alberto...


... arrastou o bidó no chão...


... e depois se cagou todo. ouvi falar que funcionava ao contrário.

aê, marty mcfly!


deixa um desse lá em casa!

o cara


o bolatti joga o fino da bola.

ps.: tá certo que teve o nilmar há pouco, mas faz tempo que o inter não tinha um centro-avante daqueles que empurra a bola pra dentro. aliás, o nilmar e o damião juntos fariam um estrago.

Dureza Real

Frase da Mara, minha colega de serviço:

"Amor mesmo é o do Príncipe Charles. Amar a Kate Middleton é fácil, dureza é ser apaixonado pela Camilla Parker"

Não tiro a razão



quinta-feira, 28 de abril de 2011

que periga

já que o primo distante tocou no assunto dos sonhos estranhos, quero contar um horripilante que eu tive essa noite. sonhei que tava dando uma banda num lugar esquisito, cheio daquelas prostitutas com cara de coitada, pra pagar alguma coisa que tinha a ver com o meu carro. lá pelas tantas apareceu um travecão gordo, todo sujo, que quando caminhava deixava aparecer uma super manga por baixo da saia. eu, que ja tava meio cabreiro neste ambiente, fiquei muito apavorado quando o travesti veio na minha direção dizendo que tava cansada de levar ferro e que ia meter no meu boró só pra variar um pouco. saí correndo evitando a devassa do meu furico, mas fui pego. quando ia ter meu destino selado (ou melhor, arregaçado), apareceu o meu pai e deu uma surra no travesti gordo e sujo, arrancou aquela pemba diabólica e me salvou. o que aconteceu depois eu não lembro.

a contragosto

tem uns artistas que eu acho um saco mas lá pelas tantas eles me saem com umas músicas legais e eu acabo escutando. aí rola uma coisa meio ambígua que é pagar pau pra alguém que você não curte. o meu exemplo clássico disso é a alanis morissette. acho ela uma ultra chata de galocha, mas me pilho um monte com esse som aí abaixo, hands clean. é uma merda, mas acontece.

carpano



eu tenho que ser muito tararaca pra achar graça dessas coisas (até porque o resto anda osco)

quarta-feira, 27 de abril de 2011

vou apertar, mas não vou acender agora...


uma vez resolvi acampar com umas figuras da faculdade. saímos todos das nossas aulas à noite e fomos para os quênions (ou cânions, como preferem alguns) lá dos aparados da serra. era uma época em que eu era mais dado aos prazeres ilícitos da vida, vamos dizer assim. viajamos durante a madrugada na van alugada dum cara que começou a ser chamado de adam por causa do seu cabelinho. quando chegamos, não tinha amanhecido ainda e resolvemos esperar o sol levantar para iniciarmos a caminhada. nesse meio tempo resolvi apertar um baseado pra me distrair, mas não ia sair chamando os outros pra fumar junto. tinha umas pessoas que eu nem conhecia direito e não tava afim de sair espalhando pra todos que eu dava um tapa na macaca, vai que alguém fosse contra. o caso é que todo mundo que tava na van (que eram umas oito pessoas) teve a mesma ideia e quando percebi tinha cada um num canto incendiando um pastelão, inclusive o motorista. foi um final de semana jamaicano quênion malacara. mas esse trololó todo foi para dizer que nós passamos a viagem toda escutando stevie ray vaughan que eu acho fooooooooooda.



ps.: além dos fumígeros, também tinha um vinho calhorda que compramos em são francisco.

galo véio

o theo tá deixando de usar fraldas para dormir agora, mas como sempre acaba acontecendo, às vezes ele deixa escapar um xixizinho. para isso não acontecer, eu levantei de madrugada para ele ir ao banheiro. pela manhã, quando fui levar o mamá dele, ele me disse:

- eu não fiz xixi, papai. sô homem forte!

L7 - Pretend We're Dead



Porra, o Blogger entrou em crise quando tentei colocar dois vídeos no mesmo post. Espero que agora dê certo.

Trilha sonora

Nos últimos tempos (leia-se de uns dois meses pra cá) a minha trilha sonora são as bandas tosqueras dos anos 90. Eu e o Muchacho conversamos bastante sobre isso já, e acho mais preza as bandinhas dos anos 90. Era mais simples, não rolava aquela monte de onda de sou deprê, uso preto, maquiagem e o diabo a quatro dos anos 80, e o som em si, me agrada muito mais.
Acho que somado a isso, vai um pouco da nostalgia. Essa era uma época em que eu estudava de manhã, chegava em casa, batia um rango, dava um bode e depois me grudava na frente da tv para ver MTV. Isso no tempo em que passava clipes por lá.
Alice in Chains, Pearl Jam, Hole, Nirvana, Smashing Pumpkins, L7, Meat Puppets, entre outras coisas que já escutava, como os punk rock desse década e o Mighty Mighty Bosstones, é o que tá comandando as minhas orelhas.

Vou colocar dois sons que representam bem essa fase, por questões distintas, e que eu acho do cacete

"esta é a minha festa"



é possível que eu tome umas chineladas pela minha afirmação, mas que porre se tornou o beco. é uma casa noturna aqui de porto alegre para uma galera mais moderninha. escutei o som acima e lembrei de um cinco ou seis anos atrás, quando o beco funcionava na avenida joão pessoa, ao lado do viaduto. era escurão, meio sujo e tal, mas era barato e tocava música boa. me dá um pouco de saudade dessa época porque passei por umas situações engraçadas lá.
uma delas foi a seguinte: como todo lugar que se pretende "underground" aqui em porto alegre, o beco era frequentado por uma galera mais descolada (ou qualquer outro nome que se dê pra quem se enfia em uma jaquetinha justa da adidas ou se fantasia de julian casablancas). aí nós enchíamos o saco dum amigo nosso pra ele ir com o tradicional traje de festas dele que era um sapatênis bege, um cinto com fivelão de sertanejo e uma camisa laranja da nike. o cara era olhado muito de canto de olho pelos outros, mas enchia o caminhão de cerveja igual a todo mundo (cerveja que, aliás, custava cinco pilas).
mas a história mais espetacular de todas foi a da "senha secreta". a minha esposa e eu estávamos em canoas, no aniversário de 15 anos da filha de uma colega de trabalho dela, quando nos ligou uma louca. "ai! por favor! vão no beco comigo! por favor! vai ser muito legal! é uma festa secreta, com senha e tudo". acho que a casa em que funcionava o estabelecimento tava tendo problemas com a vigilância sanitária na época, então fizeram todo mundo entrar pelos fundos. a porra da senha para entrar era "esta é a minha festa" ou algo do gênero. o idiota aqui chegou no local lá por umas duas e meia da manhã e lascou:

- esta é a minha festa.
- beleza, pode entrar. é dez reais por cada.

em seguida veio um malandro:

- aê! tá tendo festinha?
- tá. entra aí! é dez reais por cada.

dessa papagaiada pra frente, o tal do beco mudou para a avenida independência, encareceu suas entradas e virou um lugar daqueles para ver e ser visto. faz uns três anos que não coloco meus pés lá dentro.