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terça-feira, 26 de abril de 2011

não aceito



até tu, rivers cuomo, meu filho? quem mais tá faltando fazer participação em clipe de rapper? o bob dylan? até ontem o cuomo fazia voto de castidade em prol da qualidade da sua música, agora ele canta um rap cagado com esse mano dizendo que vai pegar a mulherada. o mais foda é que o cara fez parceria com um rapper que rima diesel com evil kenevil. quase devolvi meu vinil do wezzer!

terça-feira, 19 de abril de 2011

what?

quando ouvi falar do projeto do deputado carrion de restringir o uso de palavras estrangeiras no rio grande, até achei bacana, embora inócuo. sempre achei um saco aquelas pessoas que, na tentativa furada de conseguir algum tipo de distinção, dizem que precisam de um feedback no lugar de um retorno, ou que querem printar alguma coisa ao invés de imprimir. para alguns, parece que ter algum vocabulário do inglês, por exemplo, dá a aqueles que o usam a mesma sofisticação que alguém que mora em nova iorque tem (ou não). daí eu vi que o deputado queria que trocassem mouse por rato e já deixei de simpatizar com a causa.
aliás, a forma como algumas pessoas se expressam mostram muito uma certa "carência" que sentem. o caso clássico disso é o ambiente de trabalho. quanto maior o uso de termos técnicos desnecessários, maior é a necessidade de pedir um esclarecimento. para se sentirem necessários, alguns começam a falar em código para que possam traduzir para os leigos o seu conhecimento. no meu trabalho, por exemplo, existem os n.e. (alunos com Necessidades Especiais, óbvio) e as h.b. (as Hora Bunda, aquele tempo que é usado para "planejamento").

sexta-feira, 25 de março de 2011

é por isso que eu não tenho twitter

parece que virou moda tirar foto da benga e postar no twitter. e depois de mostrar o pau, os caras inventam umas desculpas das mais esfarrapadas. eu sei que com ou sem desculpas, chega de benga pra mim. aquelas metafóricas que estão apontadas para o meu bidó já são o suficiente.

quinta-feira, 3 de março de 2011

assim fica fácil chamar de burro

é legal que, no início do ano, sempre dou uma olhada em alguns livros didáticos que aparecem por aí. se liga só em alguns exercícios que encontrei:

- analise a sociedade feudal considerando os diversos aspectos da prática do cristianismo na europa.

- redija um texto explicativo da cultura colonial de acordo com os diversos grupos étnicos que compunham a população da época.

fala sério! dá pra redigir uma dissertação de mestrado com essas perguntas!

o jardim do meu vizinho é mais perigoso que o meu


me impressionou nesse início de ano letivo como as noções de violência e crime estão associadas ao rio de janeiro na cabeça dos meus alunos. quando perguntei em uma turma se tinham ficado sabendo da história do motorista que atropelou vários ciclistas, vários alunos acharam que aquilo tinha acontecido na capital carioca. teve um outro que, em uma redação solicitada com o objetivo de exercitar a noção de ordem cronológica, escreveu mais ou menos o seguinte:

"era uma vez o fulano de tal que morava em porto alegre e todos os dias viajava para o rio de janeiro para trabalhar. um dia, quando tinha recebido seu salário, ele foi assaltado e perdeu todo o seu dinheiro".

o curioso é que o rio de janeiro apareceu porque o exercício consistia em criar uma pequena história em que os seguintes fatos aparececem em uma sequência lógica plausível: ser assaltado; receber o salário; recuperar o dinheiro; chamar a polícia. e em que lugar as pessoas são assaltadas? todos sabemos onde.
o curioso é que esses alunos moram em uma das comunidades mais violentas do rio grande do sul. a questão é que, diferentemente do rio, ninguém tá nem aí se o pessoal sofre com esse problema em viamão. e de tão invisível, parece que o problema não existe.

sábado, 29 de janeiro de 2011

sem palpites

eu não gosto muito de ganhar dicas para pegar um filme na locadora. isso acontece porque um colega meu da faculdade me indicou uma comédia uma vez. quando peguei o filme, não consegui assistir até o fim, de tão ruim. era uma bosta suprema. aí, quando fui perguntar por que diabos ele tinha me dito para assistir aquilo, a resposta foi:

- é que aparece o ozzy no fim do filme.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

quem se habilita?

ultimamente eu tenho assistido um pouco da novela com a minha esposa e ontem eu perguntei pra ela, pois não sou versado na teledramaturgia: todas as novelas são assim? tá certo que o enredo não pode ser muito fechado porque sempre há aquela expectativa com a aceitação do público, mas os capítulos que assisti me deram a impressão de que o sílvio de abreu não sabe muito bem o que ele quer.
tipo, mataram o saulo e tá aquele super suspense. aí, quando alguém faz alguma coisa que alerta a polícia para algum suspeito, aparecem uns outros quinze neguinho aliviados porque não estão suspeitando deles. também botaram aquele cantor de cantina que no início era mancomunado com o velhinho dono do estabelecimento, e agora os dois ficaram muito pra trás na história e ninguém sabe porque eles surgiram na novela. sem falar na pegação em família que rola: é tia com sobrinho, é a mãe pegando o namorado da filha, primo com prima e aquele maldito bígamo que não ata nem desata.
putz, e ainda rola o merchandising mais descarado de todos os tempos. ontem teve um que se atirou na frente de um carro e a câmera deu muito do destaque pro fiat que freiou na hora certa.

aí eu pergunto de novo, as novelas sempre foram assim e eu não reparei? acho que isso explica um pouco aquilo que o primo distante escreveu sobre as postagens serem sempre sobre futebol e gibi, é só sobre isso que eu me atravo a dar o pitaco...

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Metas

Um homem precisa de metas. Mulheres também. E elas podem ser de dois tipo, sendo que uma delas é obrigatória. Você precisa ter uma meta palpável, e esta é a obrigatória, e, caso queira, tenha uma que pode ser considerada um sonho distante.
Eu já tenho as duas.