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terça-feira, 10 de maio de 2011

dance!



quem nunca quis dançar como o carinha do jamiroquai, o jay kay? tudo bem. pode ser que ninguém, mas eu queria. fazer o quê? aliás, tinha uma época - já distante - que eu dizia que ia sair pra dançar e as pessoas ficavam rindo, achando que eu estava brincando.

a gol!


eu era meio viciado em futebol de botão quando era piá. tinha um pote cheio de "puxadores", mesa oficial, goleirinha com rede de filó e o escambáu. nessa época eu ia até a mimo, uma lojinha no centro que tinha tudo relacionado a jogo de botão, e me fartava. comprava bolinha, escudos para os times e quando tinha grana até comprava um puxador novo.
mas o mais legal de tudo é que cada botão tinha uma "personalidade", por assim dizer. por exemplo: tinha um "jogador" azul marinho com branco que era volante mas podia jogar improvisado na lateral direita, batia bem na bola de fora da área. a minha dupla de ataque era formada por dois botões laranjas, um com uma risca verde e o outro com branco, mas eram de tamanhos iguais. o interessante era que um deles - o laranja com verde - era o jogador técnico, enquanto o laranja com branco era o centro-avante rompedor. ainda tinha um botãozão verde com branco que jogava na zaga, mas era mortal no contra-ataque e podia ser improvisado como volante.
era um bom time que eu tinha na época. ele levava o escudo da sampdoria porque eu gostava do gullit que jogava lá na virada dos anos 80 para os 90.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

vou apertar, mas não vou acender agora...


uma vez resolvi acampar com umas figuras da faculdade. saímos todos das nossas aulas à noite e fomos para os quênions (ou cânions, como preferem alguns) lá dos aparados da serra. era uma época em que eu era mais dado aos prazeres ilícitos da vida, vamos dizer assim. viajamos durante a madrugada na van alugada dum cara que começou a ser chamado de adam por causa do seu cabelinho. quando chegamos, não tinha amanhecido ainda e resolvemos esperar o sol levantar para iniciarmos a caminhada. nesse meio tempo resolvi apertar um baseado pra me distrair, mas não ia sair chamando os outros pra fumar junto. tinha umas pessoas que eu nem conhecia direito e não tava afim de sair espalhando pra todos que eu dava um tapa na macaca, vai que alguém fosse contra. o caso é que todo mundo que tava na van (que eram umas oito pessoas) teve a mesma ideia e quando percebi tinha cada um num canto incendiando um pastelão, inclusive o motorista. foi um final de semana jamaicano quênion malacara. mas esse trololó todo foi para dizer que nós passamos a viagem toda escutando stevie ray vaughan que eu acho fooooooooooda.



ps.: além dos fumígeros, também tinha um vinho calhorda que compramos em são francisco.

"esta é a minha festa"



é possível que eu tome umas chineladas pela minha afirmação, mas que porre se tornou o beco. é uma casa noturna aqui de porto alegre para uma galera mais moderninha. escutei o som acima e lembrei de um cinco ou seis anos atrás, quando o beco funcionava na avenida joão pessoa, ao lado do viaduto. era escurão, meio sujo e tal, mas era barato e tocava música boa. me dá um pouco de saudade dessa época porque passei por umas situações engraçadas lá.
uma delas foi a seguinte: como todo lugar que se pretende "underground" aqui em porto alegre, o beco era frequentado por uma galera mais descolada (ou qualquer outro nome que se dê pra quem se enfia em uma jaquetinha justa da adidas ou se fantasia de julian casablancas). aí nós enchíamos o saco dum amigo nosso pra ele ir com o tradicional traje de festas dele que era um sapatênis bege, um cinto com fivelão de sertanejo e uma camisa laranja da nike. o cara era olhado muito de canto de olho pelos outros, mas enchia o caminhão de cerveja igual a todo mundo (cerveja que, aliás, custava cinco pilas).
mas a história mais espetacular de todas foi a da "senha secreta". a minha esposa e eu estávamos em canoas, no aniversário de 15 anos da filha de uma colega de trabalho dela, quando nos ligou uma louca. "ai! por favor! vão no beco comigo! por favor! vai ser muito legal! é uma festa secreta, com senha e tudo". acho que a casa em que funcionava o estabelecimento tava tendo problemas com a vigilância sanitária na época, então fizeram todo mundo entrar pelos fundos. a porra da senha para entrar era "esta é a minha festa" ou algo do gênero. o idiota aqui chegou no local lá por umas duas e meia da manhã e lascou:

- esta é a minha festa.
- beleza, pode entrar. é dez reais por cada.

em seguida veio um malandro:

- aê! tá tendo festinha?
- tá. entra aí! é dez reais por cada.

dessa papagaiada pra frente, o tal do beco mudou para a avenida independência, encareceu suas entradas e virou um lugar daqueles para ver e ser visto. faz uns três anos que não coloco meus pés lá dentro.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

uma alternativa ao tenão



quem circula na casa dos trinta lembra deles. voltaram agora (agora não, já tem um tempinho) pela vans, só o preço que não é parecido com o daquela época.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Sobre o post do Muchacho.

Memória é associação. Aprendi isso primeiro vendo a série Fringe, e depois aqui no trampo, que é uma Clínica de Psiquiatria. Quando escutei e li o que o Muchacho escreveu, veio uma lufada daquele tempo. Fiat Uno, galera indo pra qualquer lugar beber alguma coisa, alguns com dinheiro, outros nem tanto, litros de cerveja, domingos com gosto de cabo de guarda chuva na boca e por aí afora.

Outra coisa que me veio à mente, era que eu comprava discos a esmo. Esse do The Thrills por exemplo, não conhecia a banda. Lembro que estava eu, dando uma das minhas visitadas na Livraria Cultura, sem pretensão e vi esse disco. Olhei a capa e o nome, e gostei. Comprei. Quando escutei o som - que diga-se de passagem não era bem o que eu pensava que fosse- curti bastante. Esse tempo, em que eu ia às livrarias e lojas de disco com 30 pila no bolso para ver se tinha alguma coisa que me agradasse também me veio à mente.


Foi legal escutar esse som, e lembrar de um tempo mais despretensioso.


domingo, 17 de abril de 2011

memória musical



não sei se isso acontece com mais alguém, mas tem algumas músicas que ficam impressas na minha cabeça como emblemas de alguma fase da minha vida. não são necessariamente as músicas que eu mais gosto nem aquelas que eu escutei muito, mas estão lá para me lembrar do que sentia em uma determinada época. o som acima é um exemplo disso: eu tinha passado por umas coisas bem foda e tava começando a tomar prumo, a relembrar o que era se divertir de uma maneira saudável. sempre que escuto os violinos do meio para o final da música, me vem esta sensação muito nítida.

ps.: esse som é uma contribuição do primo distante para a minha cultura musical.

sábado, 9 de abril de 2011

capitão codorna


escrevi sobre os desenhos que eu gosto há uns dias. um que eu gostava muito de ver (e já não era mais criança) era o doug. é um desenho curioso porque não trata de nada especificamente mas chama atenção justamente por isso, porque conta a vida de um guri que vai a escola e tem uma amigo e um cachorro, como tantos outros. o bacana é a maneira como essas pequenas coisas são contadas, mostrando como um adolescente fantasia sobre o mundo em que vive e o quão distante essas fantasia podem estar da realidade. além disso, o doug é apaixonado pela patty maionese, o que é o máximo.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

na casa do senhor não existe satan goss



passou esses dias na ulbra tv um episódio do jiraya e lembrei que teve uma época em que eu era viciado nesses seriados tokusatsu (é isso mesmo primo distante?), tipo jaspion e changeman que davam na todas as tardes na manchete (pois é, eu sou do tempo da tv manchete). eram todos iguais e eu assistia a todos. depois eles foram substituídos pelos cavaleiros do zodíaco e pelo dragon ball z e eu dei um tempo. nos desenhos, faço mais um estilo animaniacs. de toda forma, ficou a referência.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

onti e ontonti

estávamos conversando entre uma devassa e outra sobre as bobagens que todos faziam um tempo atrás quando saíam à noite. bebedeira, torração de dinheiro, peregrinação por mil lugares durante a madrugada e por aí vai. claro que tava todo mundo muito saudoso disso, porque estas bobagens rendem graça até hoje. o engraçado é que, por mais saudoso que eu fique, não sinto vontade de fazer as mesmas coisas hoje. como é certa aquela moral que diz que com o tempo algumas coisas perdem a graça. elas perdem mesmo, ainda que eu tenha vontade de sair mais do que me é permitido pelas circunstâncias, não troco por nada a companhia da minha esposa e do meu filho, embora às vezes não demonstre.



mas vontando à adolescência tardia, uma das vezes que me lembro e sempre acho graça foi quando fui me enfiar em laguna (sc) para fazer um concurso para professor, nem me lembro se já era formado na época. aí, para não ir sozinho, o primo distante e um outro amigo foram junto para dar um apoio moral. por apoio moral devemos entender cerveja na noite antes da prova e jogo da verdade (era verdade ou consequência, mas entre três barbados ninguém pedia consequência) que revelou algumas das verdades mais escabrosas de todos os tempos. de toda forma, passei no concurso e até fui chamado.
acima segue um som que era trilha sonora desses tempos.

domingo, 27 de março de 2011

implante, peruca ou coragem



fui ao barbeiro ontem dar um trato no belo. quando me foi mostrado o resultado do corte na parte posterior do meu telhado quase escorreu uma lágrima. quase nada tinha sobrado lá. e os trinta só chegam daqui há uns seis meses.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

teorias

quando eu tinha uns 12 ou 13 anos, não me passava pela cabeça que todas as pessoas pudessem ser diferentes, salvo os gêmeos. eu fazia o seguinte raciocínio: em algum lugar do planeta, no presente ou no passado, deveria existir alguém exatamente igual a mim, pelo menos na aparência. o mesmo deveria acontecer com todo o mundo. é meio louco, mas ia ser legal estar viajando pelo turcomenistão e passar por um cara igualzinho a você. isso me divertia na época.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

nostalgia no telão

uma coisa que me deixa um pouco nostálgico é curtir um cinema no domingo, no final do dia. acho que isso acontece porque durante um tempo eu ia no cinema sem preocupação nenhuma para segunda-feira, encerrava o final de semana com chave de ouro.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

a pipa do vovô não sobe mais

houve um tempo em que era possível tomar vários tipos de destilado a madrugada inteira, às vezes madrugadas em sequência, e no outro dia tava tudo em ordem para mandar uma costela gorda. depois de um tempo, começou a rolar só a cervejinha, ainda que em boa quantidade, sempre junto de vários cigarros, sempre um atrás do outro. agora, eu tomo um cervejinha e fumo um cigarro depois da janta e já tô rezando pra ir pra cama. imagino que daqui a um tempinho, só vai me restar o um copo de leite morno antes de dormir, lá pelas nove da madrugada.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

um dia um pouquinho mais triste (mas só um pouquinho)



quando sutil vira sinônimo de esnobe e escracho sinônimo de baixaria, morre um cara legal que traduzia bem aquilo que me faz dar risadas. podem me chamar de pateta que não tem problema, porque o que vale mesmo é rir sem fazer esforço.

ps.: já assisti os três filmes "corra que a polícia vem aí" em sequência, foi muito afudê ter seis horas de leslie nielsen num domingo!

domingo, 28 de novembro de 2010

R.I.P. Leslie


Descanse em paz, Leslie

P.S.: O Muchacho tem uma história um tanto engraçado que tem a participação do Leslie Nielsen, não sei ele contará, mas é boa.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

mais uma feira


começou hoje mais uma feira do livro em porto alegre, e ela vem me decepcionando um pouco nos últimos anos. não na parte dos eventos, sempre acontecem palestras, shows e outros acontecimentos interessantes; nem na parte dos livros, realmente a oferta é enorme em todas as áreas. o que me desaponta é o que, na minha opinião, é o charme da feira, que são os livros usados e os saldos. de um tempo pra cá, quem vai para procura-los se depara sempre com as mesmas coisas: livros espíritas, romances de terceira linha e outros cacarecos. por isso quero recomendar a banca que, novamente na minha opinião, é a melhor de toda a feira. se trata da banca da traça, que pertence a uma das pessoas mais simpáticas e legais que eu já conheci, a carmem. sabe que a dona tracinha me empregou quando tava na faculdade e esse foi um dos tempos mais legais que eu já passei. ficava lá cadastrando livros pro site e conversando sobre literaturas e outras amenidades, tudo sempre muito interessante e divertido. também foi o tempo em que eu trabalhava mais pra pagar os livros que eu tinha comprado fiado do que para qualquer outra coisa. pena que eu não possa mais trabalhar por um salário de estagiário, hoje em dia...
mas voltando a falar da traça na feira do livro, quero dizer que a ida até lá é sempre uma boa idéia. sempre tem livros diferentes daquela mesmice dos outros saldos, além de raridades e acho que livros novos também. pra quem gosta de ler, é diversão garantida ou seu dinheiro de volta.

ps.: a traça também existe no plano físico. é a livraria ex-libris que fica na esquina da oswaldo aranha com a joão telles, sob o ocidente. lá trabalha a lu, outra moça muito bacana (acho que trabalha ainda).

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

orgulho da mamãe

depoimento da minha mãe, segundo a minha esposa:

- eu nunca vi ninguém aqui de casa tchuco, só o muchacho.

quando nem a mãe alivia, é a derrota...