quinta-feira, 29 de abril de 2010

não adianta, o steven seagall que é o cara


tava zapeando e botei na band. tava dando um filme com o dolph lundgren. aquela coisa toda: o cara dando um cacete em alguém, recrutando um esquadrão da morte e aquilo de sempre. aí chegou na hora da cena clássica do cara durão indo em um puteiro asiático quando rolou dois lances que eu achei do arco da velha. o primeiro era a quenga dizendo pro dolph que se ele quisesse transar era 20 dólares, mas se quisesse amizade era mais caro.
agora, o outro foi mundial. quando estavam mostrando o quanto aquele lugar era barra pesada (as mulheres rebolando no pau, os caras deixando os cano na entrada, o barman que é mais malvado que os clientes e por aí vai), apareceu dois caras jogando par ou ímpar a dinheiro. puta merda, era uns bolão de dinheiro dos mais fajutos, daqueles que cada nota é quase a metade de uma folha A4 pintada de verde, e as figura mandando ver no dois ou um.
com essa e com o grêmio metendo o flu, só me resta ir pra cama.

sobre o post abaixo

se tem algo que me enche o saco é esse tipo de papo do roger lerina aí embaixo. tem gente que ao falar de coisas tidas como "alta cultura" (ou cults, ou clássicos ou o caraio da porra) se colocam quase como co-autores da obra. me deixa puto aquele cara que fala de dostoiévski como se tivesse escrito o livro em parceria com o cara ou aquele que saca mais dos filmes do fellini que o próprio.
é uma bosta porque esse tipo de atitude de "afirmação" sempre vem acompanhada da negação da cultura popular. tudo bem, que se viva de cinema francês e pós-modernidade, mas não torra a paciência de quem não acompanhou essa transcendência toda. sempre achei que uma contrução intelectual mais sofisticada deve partir de uma inquietação pessoal e não da pressão de meia dúzia de intelectualóides. querer demonstrar o tamanho da própria inteligência revela uma falta de sutileza condizente com a mesma.

Gente chata da porra ou ainda Eu me presto

Agora pela manhã, me prestei a ler uma crítica de cinema do site do Hagah, daí a coisa começou assim:

Obs: meus comentários estão em vermelho.

"Diante de filmes que são verdadeiras avalanches de cor, movimento, pirotecnia, cortes rápidos, sequências de ação vertiginosas e quase sempre nenhuma história interessante (como Avatar, Transformers e outros nessa linha de "cinema")(será que já ouvi esse papo antes?), sempre me pergunto: 'E onde está o cinema?'(nossa, que sábio, que folósofo). Daquilo que entendo por cinema, muito pouco vejo nos grandes blockbusters dos últimos tempos. Simplesmente não encontro neles o cinema que preciso (nossa, que cara que quis dizer que se sente deslocado e por isso ele é legal e superior).

Por isso talvez eu tenha ido buscar refúgio, dia desses, na obra de um diretor muito pouco conhecido (ohhh, q novidade, ele relatou um autor desconhecido, porque claro, só uma pessoa como ele acharia e veria predicados neste filme, que provavelmente, deve ser um saco), mas cuja obra deveria ser sempre revisitada. Refiro-me a Jacques Tati e o filme que vi foi uma de suas obras-primas: As Férias do Sr. Hulot, de 1953."

Bom, obviamente, não cheguei ao final da resenha, mas fui até o fim da página para saber quem era o sujeito (chato) que escreveu esse maravilhoso e ultra batido texto. Aí me deparo com a seguinte descrição sobre o autor:

"
Quem é o colunista: gordo, ranzinza e de óculos.

O que faz: blogueiro, escritor e metido a crítico de cinema."

Nossa, nem preciso falar mais nada, né.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

marvels



sei lá se alguém que frequenta esse troço aqui lê gibi, além do primo distante e eu. mas caso tenha, fica a dica da reedição da minissérie marvels pela panini. o texto é bem legal e os desenhos do alex ross são muuuiito foda. até pra quem não gosta vale a pena.

o único porém, pra variar, é o preço.

Idade e tendências políticas

As vezes eu curto pensar em umas coisas como se fossem aqueles gráficos que aprendemos em física. Aquelas relações, diretamente proporcional, inversamente proporsional, essas coisas. Eu criei uma um tempo atrás. A tendência política é inversamente proporcional a idade. Eu por exemplo, com 18 anos era um super cara de esquerda, com muitas críticas ao capitalismo excludente e contra a globalização. Me preocupava com a questão social e estava disposta a lutar por uma vida justa e igual para todos. Passaram-se os anos, eu só quero ter um lança chamas acoplado às costas para acionar quando um flanelinha vem cobrar 10 conto para deixar o carro na rua em dia de jogo no Olímpico

por um natal sem simone


rapaz, eu odeeeeeiiiio a simone. sempre que rola o som na continental eu abandono. isso se deve, em parte, ao fato de todo o natal só rolar aquela maldita música "então é natal, o que você fez"? putz, até no natal ela quer dar uma enquadrada no cara.
outro motivo para não suportar a simone são versos de sua lavra como: "meu verde não é rabo de foguete, vai tacar fogo no cacete". me tira do sério.

ps: na verdade, nem sei se foi mesmo a simone que compôs a música do chico mendes. mesmo assim...

arô

a medida que o tempo vai passando, o cara vai notando algumas coisas engraçadas. tipo: quando eu era piá, com uns 11 anos, tava surgindo o celular. lembro que quem não tinha comentava "que fiasco, atendendo o telefone no meio do supermercado". quem tinha ou ficava meio constrangido ou atendia o celular todo pimpão, se gostoseando com a novidade. hoje em dia, se toca o celular de alguém durante uma conversa, a pessoa abandona tudo para atender e o outro nem dá bola.
e tem quem diga: "gente, celular é só um objeto, não é tão importante assim". realmente não deveria ser, mas é. até mudou comportamentos em menos de uma geração.

puerra

escutei na rrrádia que o fossati vai tirar o centro-avante pra colocar mais um zagueiro no jogo contra o banfield. acho que não estou preparado pra tamanha amofinação, de repente vou ficar frio. essa história de mandar o fossati tomate cru já tá cansando. pô jorjão, colabora com a rapaziada aí!

terça-feira, 27 de abril de 2010

Antes de mais nada

Tem um lance que sempre faço antes de qualquer coisa ao ligar o computador. É ir na pasta de músicas, fazer uma seleção das que mais condizem com o momento, ou simplesmente algumas que estou a fim de escutar e listo elas no windows media player. Pronto, agora estou apto a fazer qualquer coisa.

sabedoria

"autoridade é a capacidade de garantir condições de autoria a um indivíduo".

claro que palavras tão sábias não são minhas. o galho é que não lembro onde li isso... se lembrar coloco aqui.

e tenho dito!

tava escutando uma entrevista no programa do professor na gaúcha, e a entrevistada disse uma coisa que eu nunca gosto muito de escutar. ela estava contando que musicou um texto do win wenders (uin uenders, segundo o professor) que fala sobre identidade e, depois de cantar o resultado do trabalho, disse: "pois é, o texto do win wenders diz tudo".
cara, eu não gosto das pessoas que dizem tudo. mais precisamente, até gosto. não gosto é de quem acha que os outros dizem tudo. quando alguém diz tudo, eu posso me eximir de pensar sobre o que foi dito. ou se continuei pensando, posso me esquivar de dizer.
sempre há alguma coisa a ser dita sobre tudo. nem que seja uma piadinha sem graça, mas existe. quando alguém me diz que o fulano disse tudo, me parece que ele não quer saber mais nada a respeito. não acho que encher a cabeça dos outros com bobagens seja uma coisa boa, mas também acho que o livre pensar é muito saudável.
e convenhamos que quando o win wenders escreve que "você é o que se pode ser", ele não estava sendo conclusivo. me parece mais um convite.

Ei NET vai tomate cru!!

Bah, não sei quem de vcs tem seus serviços de internet pelo NetTurbo, mas quem tem, coitado. A internet em si até não é o problema, não vive caindo, nem é lerda, mas quando ocorre um problema... meu amigo, aí prepare-se para sentar em algo grande, comprido e largo. As atendentes são de uma esperteza ímpar e as burradas em contas, prestações e coisas de ordem financeiras são o que de melhor a casa oferece. Cara, é muito, mas muito irritante mesmo. Estou sem internet desde sexta-feira porque constava em aberto uma fatura de novembro (?)!! Bom, só hoje foi restabelecido a ordem e estou de novo no mundo virtual. Enquanto isso meu colega Muchacho deu conta do recado. E aproveitando, já que estou falando dele, vou usar os termos dele e que uma benga do tamanho do Empire State Building atravesse a retaguarda do pessoal da Net

calça justa e carão



nesses tempos em que tudo é linguagem, a cultura gay não é muito legal?

ps: como sempre tem alguém pra xingar o cara, já digo que por cultura gay entendo toda expressão cultural abertamente identificada com a homossexualidade, seja através da própria expressão ou por quem a produz.

away

- vuadera na testa
- chapa nas paleta
- cabeçada no nariz
- joelhada na boca do estômago
- cadeirada na cabeça
- bica nos dentes
- chamar a mãe de cadela e o pai de corno

tudo isso me deu vontade de fazer com a minha colega de trabalho hoje. um dia, quem sabe (huahahahaha - risada maligna)...